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Arquitetura de Alta Disponibilidade para Escaneamento de Vulnerabilidades em Kubernetes

Entenda como implementar uma arquitetura de alta disponibilidade para o serviço de escaneamento de imagens no Red Hat Advanced Cluster Security, garantindo que seus pipelines de CI/CD não sejam interrompidos durante manutenções.

Arquitetura de Alta Disponibilidade para Escaneamento de Vulnerabilidades em Kubernetes

Em ambientes de produção que utilizam Kubernetes, a segurança é um pilar inegociável. O uso de ferramentas como o Red Hat Advanced Cluster Security (RHACS) é fundamental para realizar o escaneamento de vulnerabilidades em imagens de containers. No entanto, a dependência direta dos pipelines de CI/CD em relação à API de escaneamento do componente Central pode criar um ponto único de falha. Quando o serviço Central passa por atualizações ou reinicializações, janelas de indisponibilidade podem interromper fluxos críticos de integração e entrega contínua.

O Desafio da Disponibilidade em Pipelines de CI/CD

Muitas organizações configuram seus pipelines para que cada nova imagem construída seja obrigatoriamente validada pelo RHACS antes de ser enviada ao registro ou implantada no cluster. Se o serviço Central estiver indisponível, o pipeline falha, gerando atrasos no ciclo de desenvolvimento. Em infraestruturas de grande escala, onde múltiplos times realizam deploys simultâneos, qualquer interrupção no serviço de segurança impacta diretamente a produtividade e a velocidade de entrega.

Implementando Alta Disponibilidade com Failover

Para mitigar esse risco, a estratégia recomendada consiste em implementar uma arquitetura de alta disponibilidade (HA) para o componente de escaneamento. A abordagem técnica envolve a execução de duas instâncias do serviço Central em paralelo, operando de forma redundante. O ponto chave desta solução não é apenas a redundância no nível do servidor, mas a implementação de um mecanismo de failover no lado do cliente.

Ao utilizar um mecanismo de failover, o pipeline de CI/CD é configurado para tentar a comunicação com a primeira instância do serviço. Caso ocorra uma falha na resposta ou um timeout, o sistema redireciona automaticamente a requisição para a segunda instância. Essa configuração garante que, mesmo durante processos de patching ou atualizações de versão do RHACS, o serviço de escaneamento permaneça acessível.

Benefícios da Estrutura de Redundância

  • Continuidade Operacional: Elimina o bloqueio de builds causado por manutenções programadas no cluster de segurança.
  • Resiliência: Protege o pipeline contra falhas inesperadas em uma das instâncias do serviço.
  • Escalabilidade: Permite distribuir a carga de requisições de escaneamento entre múltiplos nós, otimizando o tempo de resposta.

Considerações Técnicas e Melhores Práticas

Implementar essa arquitetura exige atenção à sincronização e à configuração de rede. É essencial que ambas as instâncias do Central possuam acesso consistente às políticas de segurança e aos dados de vulnerabilidades mais recentes. Além disso, o mecanismo de failover deve ser configurado com tempos de timeout adequados para evitar que o pipeline fique travado esperando por uma resposta de uma instância que está em processo de reinicialização.

Para administradores de sistemas e engenheiros de DevOps, essa abordagem representa um passo importante na maturidade da infraestrutura de segurança. Ao tratar o serviço de escaneamento como um componente crítico de alta disponibilidade, as equipes podem manter um nível rigoroso de conformidade sem sacrificar a agilidade do desenvolvimento. A automação da segurança, quando bem arquitetada, deixa de ser um gargalo e passa a ser um componente transparente e resiliente dentro do ciclo de vida do software.

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