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Estendendo Redes Layer 2 no OpenShift Virtualization com BGP e EVPN

Aprenda como integrar redes de camada 2 em ambientes de virtualização no OpenShift utilizando BGP e EVPN para manter a consistência de infraestrutura durante migrações.

Estendendo Redes Layer 2 no OpenShift Virtualization com BGP e EVPN

A migração de cargas de trabalho legadas para ambientes modernos de virtualização, como o Red Hat OpenShift Virtualization, apresenta desafios significativos de rede. Muitas vezes, aplicações corporativas dependem estritamente de topologias de rede de Camada 2 (L2) para comunicação interna, o que pode tornar a transição para ambientes baseados em contêineres e virtualização moderna um processo complexo. O uso de BGP (Border Gateway Protocol) e EVPN (Ethernet VPN) surge como uma solução robusta para estender essas redes sem a necessidade de recorrer a soluções paliativas como NAT ou configurações manuais propensas a erros.

O desafio da conectividade em ambientes híbridos

Ao mover máquinas virtuais (VMs) de um datacenter tradicional para uma infraestrutura de nuvem ou cluster OpenShift, a alteração de endereçamento IP ou a quebra de domínios de broadcast pode interromper serviços críticos. Tradicionalmente, as equipes de infraestrutura tentam contornar isso com regras complexas deNetwork Address Translation (NAT), que dificultam a visibilidade do tráfego e complicam a resolução de problemas de segurança. Além disso, manter o isolamento multitenant em clusters compartilhados exige uma orquestração de rede que seja, ao mesmo tempo, flexível e segura.

A solução via BGP e EVPN

A implementação de BGP com EVPN permite que o cluster OpenShift atue como um ponto de terminação de rede que entende a topologia L2 subjacente. O BGP, sendo o protocolo de roteamento padrão da internet, oferece a escalabilidade necessária, enquanto o EVPN fornece o controle de plano (control plane) para transportar informações de endereços MAC sobre uma rede IP (L3). Isso permite que as VMs dentro do OpenShift mantenham sua conectividade como se estivessem no mesmo segmento de rede original, independentemente da localização física do servidor.

Vantagens técnicas para administradores

  • Transparência de rede: As VMs não precisam de alterações em suas configurações de IP, reduzindo o tempo de inatividade durante a migração.
  • Escalabilidade: O uso de BGP permite que a rede cresça de forma dinâmica, adaptando-se a novas cargas de trabalho sem intervenção manual constante.
  • Isolamento multitenant: O EVPN facilita a criação de instâncias de roteamento e encaminhamento virtual (VRFs), garantindo que diferentes departamentos ou clientes permaneçam isolados dentro do mesmo cluster.
  • Redução de complexidade: Elimina a necessidade de gerenciar túneis ponto a ponto manuais ou regras de NAT que mascaram a origem do tráfego.

Considerações de implementação

Para implementar essa arquitetura, é fundamental que a equipe de redes e a equipe de plataforma trabalhem em conjunto. O suporte a BGP e EVPN exige que os switches de borda do datacenter também estejam configurados para suportar esses protocolos. A configuração correta do plano de controle é vital para evitar loops de rede e garantir que o tráfego seja roteado de forma eficiente entre o ambiente virtualizado e o restante da infraestrutura.

Além disso, a segurança deve ser uma prioridade. Embora o EVPN ofereça isolamento, a implementação de políticas deZero Trust dentro do cluster OpenShift continua sendo uma prática recomendada. O uso deNetwork Policies nativas do Kubernetes, em conjunto com a extensão de rede L2, cria uma camada de defesa robusta que protege as VMs contra movimentos laterais não autorizados.

Conclusão

A adoção de BGP e EVPN no OpenShift Virtualization representa um amadurecimento na forma como tratamos a infraestrutura de rede em ambientes de nuvem privada. Ao remover as barreiras impostas por redes legadas, as empresas podem acelerar a modernização de seus datacenters, garantindo que aplicações críticas funcionem com a mesma confiabilidade de sempre, porém com a agilidade e a escalabilidade que apenas uma plataforma moderna pode oferecer.

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