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Otimizando a Escalabilidade no OpenShift: MachineSet Autoscaler e KEDA

Entenda como combinar o MachineSet Autoscaler e o KEDA para criar uma infraestrutura de orquestração de containers mais responsiva e eficiente no Red Hat OpenShift.

Otimizando a Escalabilidade no OpenShift: MachineSet Autoscaler e KEDA

A importância da escalabilidade dinâmica em ambientes Cloud

Em ambientes de computação em nuvem e orquestração de containers, a capacidade de ajustar a infraestrutura conforme a demanda é um dos pilares da eficiência operacional. No ecossistema Red Hat OpenShift, existem diversas estratégias para garantir que suas aplicações tenham os recursos necessários sem desperdício de orçamento ou sobrecarga de hardware. Entre essas estratégias, a combinação do MachineSet Autoscaler com o KEDA (Kubernetes Event-driven Autoscaling) destaca-se como uma solução robusta para cenários que exigem respostas rápidas a eventos externos.

O papel do MachineSet Autoscaler

O MachineSet no OpenShift atua como um controlador que garante que um número específico de máquinas (nós) esteja sempre em execução. O MachineSet Autoscaler é o componente responsável por ajustar esse número automaticamente. Diferente de abordagens que escalam apenas os pods, o escalonamento de MachineSets foca na infraestrutura subjacente, adicionando ou removendo nós do cluster conforme a necessidade de capacidade computacional.

Integrando o KEDA para escalonamento orientado a eventos

Enquanto o escalonador padrão do Kubernetes foca principalmente em métricas de uso de CPU e memória, o KEDA amplia essa capacidade. O KEDA permite que o cluster escale com base em eventos provenientes de fontes externas, como filas de mensagens, bancos de dados, fluxos de eventos ou métricas personalizadas. Ao integrar o KEDA com a lógica de escalonamento de infraestrutura, você transforma seu cluster em um ambiente altamente responsivo.

Vantagens da abordagem baseada em eventos

  • Eficiência de Custos: Você só provisiona novos nós quando há uma demanda real baseada em eventos, evitando manter servidores ociosos.
  • Agilidade: A infraestrutura pode se preparar para picos de carga antes mesmo que a CPU dos nós atuais atinja níveis críticos.
  • Flexibilidade: É possível escalar com base em métricas de negócio, como o número de mensagens pendentes em uma fila de processamento.

Considerações técnicas e melhores práticas

Implementar essa arquitetura exige um planejamento cuidadoso da infraestrutura. Ao configurar o MachineSet Autoscaler em conjunto com o KEDA, considere os seguintes pontos:

  1. Monitoramento de Latência: O tempo necessário para provisionar uma nova máquina em um ambiente cloud pode variar. Certifique-se de que o escalonamento seja configurado com margens de segurança para evitar gargalos durante o tempo de inicialização dos nós.
  2. Limites de Recursos: Defina limites claros para o escalonamento automático para evitar que um pico inesperado de eventos consuma todo o seu orçamento de cloud ou exceda as cotas do provedor.
  3. Testes de Carga: Simule cenários de alta demanda para validar se o KEDA está disparando os eventos de escalonamento corretamente e se o MachineSet está provisionando os nós conforme o esperado.

Conclusão

A utilização do MachineSet Autoscaler em conjunto com o KEDA representa um nível avançado de automação para administradores de clusters OpenShift. Ao mover o foco do escalonamento de simples métricas de hardware para métricas orientadas a eventos, as empresas conseguem alinhar melhor a infraestrutura de TI com as necessidades reais do negócio. Essa abordagem não apenas melhora a performance das aplicações, mas também otimiza o uso de recursos em nuvem, garantindo um ambiente mais resiliente e econômico para cargas de trabalho modernas.

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